No último ano do curso, no entanto, tive de me deparar com duas situações que me abalaram emocionalmente: um sério acidente, sofrido pelo meu namorado, o deixou paraplégico e, na mesma época, meu avô faleceu. Suportar a dor dessas experiências me levou a um processo de compulsão alimentar incontrolável", revela.
Apesar da conturbada fase, na qual recuperou os quilos perdidos, ela manteve-se firme diante de tais dificuldades. "Sempre tive em mente que se a vida não vai bem, por algum motivo, tenho sempre a 'chave para abrir outra porta', ou seja, encontrar a solução. Foi assim quando precisei arcar com os custos dos meus estudos, no momento em que a família não tinha condições financeiras para ajudar e, sobretudo, mediante a perda de meu pai aos 17 anos. Não seria naquele momento que eu iria fraquejar", ensina.
Mudança de hábito
Com tal pensamento otimista e determinado, não foi difícil seguir em frente com a decisão de emagrecer, só que dessa vez, definitivamente. "Não demorou muito e já me matriculei num programa de emagrecimento
(Meta Real). Era novembro - época nada propícia para iniciar um regime, devido às festas de fim de ano, regadas com todas aquelas delícias. Mesmo assim, encarei o desafio. Nessa empreitada tive também a companhia da minha cunhada. A experiência foi ótima para ambas, pois uma animava a outra."
No início, o mais difícil foi abandonar as "beliscadas" e incorporar alguns novos hábitos. "Estava condicionada aos petiscos entre as refeições. Além disso, achava desnecessário beber líquido com frequência. Verduras e legumes? Eram raríssimos no prato", entrega.
Resistir e acreditar
Nesse processo, a arquiteta teve sua primeira "prova de fogo" no verão. "para resistir a todas as guloseimas da praia, investia em atividades que exigiam movimento: frescobol, caminhada na areia, passeios, entre outros. Ao voltar para casa era sempre uma alegria perceber que não havia engordado. Isso me estimulava cada vez mais a prosseguir com a dieta."
o segundo grande desafio foi no "mundo dos lanches". "Nas férias viagei para os Estados Unidos e fiquei impressionada com a sobrecarga de junk foods. E, acredite, recusei todos aqueles 'baldes' de refrigerante, acompanhados de pratos supergordurosos. Para minha sorte, encontrei um restaurante onde serviam - basicamente- frango e salada. Foi a 'salvação'. De volta ao Brasil - e sem engordar nenhum grama - tive uma só certeza havia aprendido a SER mara", diz orgulhosa.
E como,! Hoje em dia, além da disciplina alimentar que a ajudou a eliminar 22 kg em 8 meses, ela dedica-se com entusiasmo aos esportes. É frequentadora assídua da academia e apaixonada pelo vôlei. Quando o assunto é emagrecimento ela fala com empolgação: "o passo mais importante é ACREDITAR que é possível. Confiar na nossa própria capacidade torna todas as nossas metas atingíveis."
